A importância prática dos significados
Não quero transformar a GdR num espaço de discussão etimológica e semântica de determinados termos, mas o erro de Julius Evola é demasiado grotesco para passar sem um brevíssimo reparo. O Inconformista publicou um excerto do Los Hombres y las Ruinas, em que Evola classifica a "revolução" como "um movimento que remete ao ponto de partida, à origem". Nada mais longe da verdade, quer do ponto de vista de uma análise crua da palavra "revolução" e da sua evolução, quer do seu significado político.
Fazer "revolução" é "revolver", não "volver". E "revolver" é misturar, não "voltar". A "revolução", que à letra quer significar um volver repetitivo, é apropriada ao tumulto, maioritariamente sem nexo nem ligação passada à Tradição, movido pela ideologia. É por isso que a "reacção", embora criticada pela corrente evoliana como atitude passiva, se traduz mais naquele voltar à "origem", fazendo com que a negação da modernidade seja a afirmação do que se perdeu entre as "ruínas". A reacção é um "não" positivo: é o movimento da permanência contra o daquela revolução.
Fazer "revolução" é "revolver", não "volver". E "revolver" é misturar, não "voltar". A "revolução", que à letra quer significar um volver repetitivo, é apropriada ao tumulto, maioritariamente sem nexo nem ligação passada à Tradição, movido pela ideologia. É por isso que a "reacção", embora criticada pela corrente evoliana como atitude passiva, se traduz mais naquele voltar à "origem", fazendo com que a negação da modernidade seja a afirmação do que se perdeu entre as "ruínas". A reacção é um "não" positivo: é o movimento da permanência contra o daquela revolução.

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